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Caixa libera novamente mais de um financiamento por CPF e muda jogo do crédito imobiliário no país

por | dez 16, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

A Caixa Econômica Federal retomou a possibilidade de contratação de mais de um financiamento imobiliário por pessoa. A decisão, antecipada à Broadcast, marca uma virada após a suspensão implementada em novembro do ano passado, motivada pela falta de recursos destinados à concessão de novos empréstimos habitacionais.

A medida ocorre em meio ao novo modelo de crédito imobiliário lançado pelo governo federal em outubro, que permitiu a liberação de parte dos depósitos compulsórios da poupança. Na prática, o mecanismo ampliou a liquidez do sistema financeiro e reforçou a capacidade dos bancos de retomarem o ritmo de concessões, especialmente em um cenário de demanda aquecida.

Segundo o presidente da Caixa, Carlos Vieira, a liberação do compulsório tem papel decisivo para destravar o mercado. “A liberação do compulsório da poupança contribui para ampliar a liquidez do sistema financeiro, oferecendo suporte às operações de crédito imobiliário em um cenário de maior demanda”, afirmou. Ele destacou ainda que a medida garante “estabilidade e continuidade no atendimento ao mercado”, mesmo diante da redução dos saldos de poupança.

Como funcionará a nova regra

A autorização para contratar mais de um financiamento por CPF vale exclusivamente para operações que utilizam recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Essa modalidade contempla imóveis de até R$ 2,25 milhões.

O uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), entretanto, permanece restrito a apenas um imóvel, mantendo a regra vigente antes da suspensão.

Nos financiamentos da Caixa via SBPE, o saldo devedor segue corrigido pela Taxa Referencial (TR), com taxas de juros a partir de 10,99% ao ano e prazo de pagamento de até 420 meses.

Movimento do mercado e impacto na concorrência

Com cerca de dois terços do mercado de crédito imobiliário, a Caixa exerce forte influência sobre as estratégias dos demais bancos. Analistas apontam que a reabertura para múltiplos financiamentos tende a pressionar outras instituições a flexibilizar suas próprias condições, evitando perda de competitividade.

No terceiro trimestre, o saldo da carteira de habitação da Caixa alcançou R$ 905 bilhões, alta de 11,4% em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento, o volume de novos empréstimos caiu ao longo de 2024: de janeiro a outubro, foram R$ 48,3 bilhões concedidos, queda de 33% na comparação com o mesmo período de 2023.

Incentivos para recuperação do ritmo de contratações

Para reaquecer o mercado e facilitar a aquisição da casa própria, a Caixa voltou a financiar até 80% do valor do imóvel na modalidade SAC e até 70% na Price, reduzindo o valor da entrada. Além disso, o governo autorizou a ampliação do teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), elevando o limite dos imóveis financiáveis de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

Especialistas avaliam que a combinação de maior liquidez, flexibilização das regras e aumento do limite financiável tende a impulsionar o setor nos próximos meses, abrindo espaço para retomada do crescimento no crédito imobiliário.

A Caixa Econômica Federal retomou a possibilidade de contratação de mais de um financiamento imobiliário por pessoa. A decisão, antecipada à Broadcast, marca uma virada após a suspensão implementada em novembro do ano passado, motivada pela falta de recursos destinados à concessão de novos empréstimos habitacionais.

A medida ocorre em meio ao novo modelo de crédito imobiliário lançado pelo governo federal em outubro, que permitiu a liberação de parte dos depósitos compulsórios da poupança. Na prática, o mecanismo ampliou a liquidez do sistema financeiro e reforçou a capacidade dos bancos de retomarem o ritmo de concessões, especialmente em um cenário de demanda aquecida.

Segundo o presidente da Caixa, Carlos Vieira, a liberação do compulsório tem papel decisivo para destravar o mercado. “A liberação do compulsório da poupança contribui para ampliar a liquidez do sistema financeiro, oferecendo suporte às operações de crédito imobiliário em um cenário de maior demanda”, afirmou. Ele destacou ainda que a medida garante “estabilidade e continuidade no atendimento ao mercado”, mesmo diante da redução dos saldos de poupança.

Como funcionará a nova regra

A autorização para contratar mais de um financiamento por CPF vale exclusivamente para operações que utilizam recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Essa modalidade contempla imóveis de até R$ 2,25 milhões.

O uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), entretanto, permanece restrito a apenas um imóvel, mantendo a regra vigente antes da suspensão.

Nos financiamentos da Caixa via SBPE, o saldo devedor segue corrigido pela Taxa Referencial (TR), com taxas de juros a partir de 10,99% ao ano e prazo de pagamento de até 420 meses.

Movimento do mercado e impacto na concorrência

Com cerca de dois terços do mercado de crédito imobiliário, a Caixa exerce forte influência sobre as estratégias dos demais bancos. Analistas apontam que a reabertura para múltiplos financiamentos tende a pressionar outras instituições a flexibilizar suas próprias condições, evitando perda de competitividade.

No terceiro trimestre, o saldo da carteira de habitação da Caixa alcançou R$ 905 bilhões, alta de 11,4% em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento, o volume de novos empréstimos caiu ao longo de 2024: de janeiro a outubro, foram R$ 48,3 bilhões concedidos, queda de 33% na comparação com o mesmo período de 2023.

Incentivos para recuperação do ritmo de contratações

Para reaquecer o mercado e facilitar a aquisição da casa própria, a Caixa voltou a financiar até 80% do valor do imóvel na modalidade SAC e até 70% na Price, reduzindo o valor da entrada. Além disso, o governo autorizou a ampliação do teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), elevando o limite dos imóveis financiáveis de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

Especialistas avaliam que a combinação de maior liquidez, flexibilização das regras e aumento do limite financiável tende a impulsionar o setor nos próximos meses, abrindo espaço para retomada do crescimento no crédito imobiliário.

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