Uma cena que parece saída de um roteiro surreal do agronegócio brasileiro aconteceu no 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro: uma única saca de café foi vendida por impressionantes R$ 200 mil, estabelecendo um novo recorde nacional e deixando até especialistas boquiabertos.
O lance histórico veio durante o Leilão Solidário do Prêmio, que arrecadou ao todo R$ 562 mil, reforçando o peso crescente dos cafés de origem controlada no mercado premium.
A estrela da noite foi um café Cereja Descascado, produzido pela Fazenda Dona Nenem, do cafeicultor Eduardo Pinheiro Campos. Com 90,59 pontos no protocolo sensorial, o lote ultrapassou o valor de carros de luxo, motos premium e até de uma entrada em imóveis nas capitais brasileiras.
E não parou por aí. O segundo maior lance também surpreendeu: R$ 100 mil por uma saca da categoria Natural, da Agropecuária São Gotardo.
Além da competição acirrada, o evento teve caráter social: aproximadamente 40% do total arrecadado será destinado ao projeto Escola de Atitude, que forma jovens da região com princípios de cidadania, cultura de paz e liderança.
Com 714 amostras inscritas e a estreia do protocolo internacional Coffee Value Assessment (CVA), o prêmio mostra que o Cerrado Mineiro não está simplesmente produzindo café. Está produzindo história — e cafés que valem mais do que barras de ouro.







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