Defesa de Bolsonaro nega plano de fuga e responde a Moraes sobre rascunho de pedido de asilo
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, nesta sexta-feira (22), explicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o rascunho de um pedido de asilo político à Argentina encontrado pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-mandatário.
O ministro Alexandre de Moraes havia determinado prazo até 20h34 para que os advogados se manifestassem. O documento, localizado pela PF, trazia trechos em que Bolsonaro alegava perseguição política no Brasil e citava medidas cautelares impostas pelo STF.
Na manifestação, a defesa afirma que o rascunho, datado de fevereiro de 2024, não pode ser considerado indício de fuga. Segundo os advogados, desde então Bolsonaro tem comparecido a todos os atos judiciais, inclusive permanecendo em casa quando foi determinada a instalação da tornozeleira eletrônica.
Conversa com Braga Netto
Outro ponto abordado foi a mensagem recebida por Bolsonaro, via SMS, do ex-ministro Walter Braga Netto, em que ele informava um número pré-pago para contatos emergenciais. A defesa destacou que não houve resposta do ex-presidente, o que, para os advogados, reforça que não houve descumprimento das medidas cautelares.
Moraes já cobrou explicações em outras ocasiões
Não é a primeira vez que Bolsonaro precisa se justificar. Em julho, Moraes deu 24 horas para explicações após o ex-presidente falar com a imprensa na saída da Câmara dos Deputados, mesmo proibido por ordem judicial. Na ocasião, o ministro considerou o episódio isolado, mas advertiu que novos descumprimentos podem levar à prisão de Bolsonaro no âmbito da ação que investiga suposta trama golpista.







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