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Audiência pública amplia vozes e fortalece debate sobre regulamentação das feiras em Campo Grande

por | jul 8, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

As Feiras Culturais e Livres de Campo Grande estão no centro das discussões sobre políticas públicas que visam reconhecer e valorizar esses espaços como motores da economia criativa local. Na manhã desta segunda-feira (7), a Câmara Municipal promoveu uma audiência pública que reuniu feirantes, produtores culturais, representantes da prefeitura, vereadores e membros do governo estadual para ouvir demandas, propor soluções e iniciar a construção de uma legislação específica para o setor.

Proposto pelo vereador Ronilço Guerreiro, o debate trouxe à tona questões fundamentais como infraestrutura, incentivos, segurança e reconhecimento institucional das feiras. Guerreiro, que atua diretamente em várias feiras por meio do projeto Freguesia do Livro, defendeu melhorias urgentes como a instalação de banheiros e estrutura básica nos eventos. “As feiras são espaços de cultura, renda e convivência. Precisamos garantir dignidade para quem trabalha nelas e para o público que as frequenta”, disse.

Encaminhamentos e propostas

Entre os encaminhamentos apresentados estão:
– Proposta de anistia para dívidas antigas dos feirantes com o Município;
– Implantação de banheiros por meio de emendas parlamentares;
– Criação de editais de fomento;
– Inclusão das feiras no calendário oficial turístico e cultural da cidade;
– Implementação do ID Feirante, documento que registraria cada trabalhador e facilitaria a criação de políticas públicas específicas.

Feirante desde 1992, João Batista destacou a necessidade de um alvará único para atuar em diversas feiras, além da criação de linhas de crédito para melhorar suas estruturas. Já a produtora cultural Carina Zamboni, da Feira Bosque da Paz, revelou que suas 14 edições já geraram R$ 16 milhões para os expositores e impactaram mais de duas mil famílias. “As feiras precisam ser vistas como investimento, não como improviso”, pontuou.

Mulheres protagonistas

O protagonismo feminino também foi destaque na audiência. Rosane Nely, fundadora do Coletivo Mulheres Empreendedoras, lembrou que mais de 30 feiras foram instaladas desde 2020 em Campo Grande, sendo espaços fundamentais para a geração de renda de mulheres artesãs, mães atípicas e empreendedoras. “A feira é oportunidade, é dignidade e é cultura nos bairros. Precisamos de apoio real”, afirmou.

Economia criativa em pauta

Luciana Azambuja, da Superintendência de Economia Criativa do Governo do Estado, trouxe dados que reforçam a importância do setor: a economia criativa representa 3,11% do PIB nacional e gera cerca de 7 milhões de empregos formais. Ela defendeu a valorização dos talentos locais, a contratação de artistas nas feiras e melhorias básicas como policiamento, iluminação e limpeza. “Feira é saúde mental, é renda no bolso já na segunda-feira. É onde a economia gira de verdade”, destacou.

Diálogo entre Legislativo e Executivo

Vereadores como Leinha, Jean Ferreira e Landmark ressaltaram o papel da Câmara na construção de uma legislação que não crie barreiras para os trabalhadores, mas sim ofereça respaldo legal, segurança e incentivo. Representando o Executivo Municipal, Alex Melo (Secretaria de Articulação Regional) reforçou o compromisso em ouvir e atender as demandas dos feirantes. “Estamos aqui para transformar essas escutas em políticas públicas eficientes”, disse.

O debate marca um passo importante rumo à regulamentação das Feiras de Campo Grande, e sinaliza uma mudança de postura institucional: de espaços informais e precários para reconhecidos agentes de transformação econômica, social e cultural da cidade.

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