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Até quando? Jornalista é brutalmente agredida por namorado enquanto segurava filha no colo; agressor é solto com tornozeleira

por | mar 12, 2025 | NOTÍCIAS, SLIDER | 0 Comentários

Mais um caso de violência contra a mulher choca Campo Grande. No último dia 3 de março, durante o feriado de Carnaval, uma jornalista foi brutalmente agredida fisicamente pelo namorado, um músico de 38 anos. O detalhe mais revoltante: a vítima estava com a filha do casal, de apenas 8 meses, no colo quando sofreu a violenta agressão que desfigurou seu rosto e deixou marcas pelo corpo e na alma.

Nesta terça-feira (11), a Justiça decidiu pela soltura do agressor, impondo apenas o uso de tornozeleira eletrônica e uma medida protetiva que, contraditoriamente, não impede o contato dele com a própria filha. A decisão revoltou a vítima e gerou indignação na sociedade.

Decisão judicial gera revolta

Mesmo com provas do crime e o relato detalhado da vítima, a decisão judicial alegou que o agressor foi solto porque “apenas tentou se defender dos ataques verbais e físicos cometidos pela suposta vítima, não havendo qualquer ato que desabone sua conduta”. Além disso, o documento enfatiza que dificilmente ele será condenado a cumprir pena em regime fechado, por ser réu primário.

Com isso, o músico teve sua soltura determinada e agora está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. Segundo a decisão, ele está proibido de se aproximar da jornalista a menos de 200 metros, mas poderá visitar a filha. A vítima, no entanto, questiona:

“Além de não ter nenhuma lesão no corpo dele, ele omitiu o socorro, tanto para mim, quanto para minha filha. Então, como que alguém nessa circunstância ainda tem algum direito de ver a criança?”

Agressão brutal e pedido de socorro

O crime aconteceu quando o casal retornava da casa de um amigo. A jornalista relatou que estava no carro com o namorado e com a filha no colo quando, sem qualquer discussão prévia, o músico começou a golpeá-la violentamente no rosto. Após a agressão, ele a deixou em casa e foi embora.

Em desespero, a vítima enviou mensagens para a família pedindo ajuda. Seu irmão e cunhada correram até o local e, pouco depois, encontraram o agressor em seu apartamento. A polícia foi acionada e ele foi preso.

Em sua defesa, o músico alegou que a vítima o insultou e o agrediu verbalmente dentro do carro e que ele apenas a empurrou para se defender. Ele também negou que a filha estivesse no colo da mãe durante a agressão, alegando que a criança estava no banco traseiro.

A jornalista rebateu:

“Ser inconstante desse jeito não tem como ter liberdade. Ele nem assinou o próprio depoimento na delegacia, nem ele valida o que disse.”

Após a prisão, o suspeito foi afastado de uma das bandas que integrava.

Ciclo de violência durou quatro anos

A vítima revelou que já vivia um relacionamento abusivo há quatro anos, mas que as agressões sempre foram psicológicas e verbais. O comportamento manipulador do agressor manteve a jornalista presa a um ciclo de violência.

“As agressões nunca foram físicas, mas elas sempre existiram. Essa coisa do perfil manipulador, sabe… bate, depois assopra. Eu vivi esse ciclo durante quatro anos, entre idas e vindas.”

Segundo ela, as próprias filhas de outro relacionamento chegaram a querer sair de casa por não suportarem a presença do músico e os episódios de agressividade.

Até quando?

O caso acontece pouco tempo depois do assassinato brutal da jornalista Vanessa Ricarte, morta pelo ex-noivo, também músico, em Campo Grande. Assim como a vítima desta vez, Vanessa havia pedido medida protetiva contra o agressor, mas isso não foi suficiente para evitar o feminicídio.

Quantas mulheres ainda precisarão sangrar ou perder suas vidas para que a Justiça pare de tratar casos de violência doméstica com tamanha complacência? Até quando leremos histórias como essa nos jornais e na internet?

A reincidência de crimes como esse reforça a urgência de leis mais rígidas e punições mais severas para agressores. Até quando o sistema falhará com as vítimas?

⚠️ Se você ou alguém que conhece sofre violência doméstica, denuncie!

📞 Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher

Onde buscar ajuda em MS

Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana.

Além da DEAM, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.

Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180, é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.

As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os finais de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.

Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.

 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

 Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.

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