A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), deu início a um novo ciclo de tratamento fitossanitário para preservar as figueiras centenárias (Ficus microcarpa) localizadas nas avenidas Mato Grosso e Afonso Pena. As ações fazem parte de um esforço contínuo para garantir a saúde e longevidade dessas árvores históricas.
Os especialistas identificaram novamente a presença do inseto sugador conhecido como mosca-branca, cuja infestação pode causar desfolha severa e, em casos extremos, levar à morte das árvores. Para combater o problema, foram coletadas amostras de folhas e insetos enviadas ao Instituto Biológico de São Paulo, onde foi confirmada a presença da praga Singhiella simplex. Como medida de controle, iniciou-se a aplicação de óleo de Neem, um produto natural que atua contra os insetos adultos, além do recolhimento e descarte adequado das folhas caídas.
Além disso, análises de solo feitas pelo IBRA Megalab (Sumaré/SP) revelaram que os canteiros onde as figueiras estão localizadas possuem alta fertilidade e pH equilibrado. O biólogo e arborista Gustavo Henrique Garcia, responsável técnico pelo manejo, ressaltou que o solo saudável é um reflexo do trabalho contínuo de preservação realizado na cidade.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Ademar Silva Junior, reforçou a importância da ação, destacando que o monitoramento constante e as medidas preventivas são essenciais para manter o equilíbrio ecológico e garantir que as futuras gerações possam desfrutar dessas árvores históricas.
Campo Grande também reafirma seu compromisso com a preservação ambiental ao receber, pelo sexto ano consecutivo, o título de “Tree City of the World”, concedido pela Arbor Day Foundation e pela FAO/ONU. O reconhecimento internacional destaca a cidade como um exemplo na gestão de florestas urbanas e na promoção da sustentabilidade, inspirando outras cidades a adotarem práticas semelhantes.







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